História

História

Localização

 

O município localiza-se a uma Latitude de Sul 08 09’ 07” e Longitude Oeste 37 00’ 36”, com uma Altitude de 641 metros acima do nível do mar, está situada na Mesorregião Borborema, e microrregião do Cariri Ocidental. Seus principais vizinhos são os municípios de Zabelê e Monteiro (N), Ipojuca Distrito de Arcoverde – PE (S), São João do Tigre (L) e Distrito de Henrique Dias Sertânia – PE (O). Ficando a 319km da capital. (RIETVELD; 1999).

 

Características Geográficas 

 

Área do Município é de 461 Km² ou (46.100 hectares), com uma população de 3411 habitantes (IBGE; 2014), a densidade demográfica 7,4 hab. k. O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005. Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca. A vegetação predominante é do tipo Caatinga com uma pequena área de mata serrana, pertencendo ao relevo planalto da Borborema. Segundo dados do Departamento de Ciências Atmosféricas, da Universidade Federal de Campina Grande, mostram que São Sebastião do Umbuzeiro apresenta um clima com média pluviométrica anual de 612,5 mm e temperatura média anual de 23,1 °C.

 

História

Ao final do século XVIII, Custódio Alves Martins, João Pereira de Melo e outros, estabeleceram fazendas de criação de gado no lugar onde é hoje o município de Monteiro. Anos depois, os tropeiros que vinham de Pernambuco com destino ao Sertão paraibano, costumavam descansar sob a sombra de um pé de Umbu na nascente do Rio Paraíba nos Cariris Velhos.

São Sebastião do Umbuzeiro, era um lugar desabitado, existia um pé de umbu e junto ao mesmo um poço de água permanente, localizado no Rio Paraíba, onde os moradores descansavam ao meio dia, esperando pelos Tropeiros que vinham com burros carregados de mantimentos. Desta forma o local ficou conhecido como umbuzeiro.

Não existiam casas, nem capelas, nada. Pelos anos de 1822 chagaram nesta região várias pessoas entre elas o Sr. Mariano José das Neves. Depois os fazendeiros Laurentino Ferreira, Pedro Ferreira e Mariano José das Neves construíram suas casas e continuaram a trabalhar.

No fim dos anos de 1850 a região foi atacada pela doença da cólera onde morreu muita gente. A saída foi apelar para o santo que protege da peste e dos males, foi aí que Mariano José da Neves mandou buscar na França a imagem de São Sebastião.

Por volta de 1858 o Pe. José Gomes Pequeno celebrou a primeira missa. A 13 de Março de 1869 foi doado um terreno de 250 braças quadradas pela Sr Maria Mansa a pedido dos fazendeiros Laurentino Ferreira, Pedro Ferreira e Mariano José das Neves, para construir uma igreja com 02 duas torres e três portas de entrada. No mesmo ano o Capitão Mariano José das Neves, um dos simpatizantes da região, fez uma doação de um patrimônio de 30,25 ha de terra ao seu santo querido, São Sebastião, onde ali começava a construção das primeiras casas e também a primeira capela da futura cidade de São Sebastião do Umbuzeiro, Em 1898, o Pe. Cícero Romão Batista, passava pelo povoado e por volta de 1912, Dom Adauto Aurélio de Miranda Henrique, funda a paróquia de São Sebastião do Umbuzeiro, desmembrando-a da cidade de Monteiro.

 

O cangaço em São Sebastião do Umbuzeiro

 

Pertencente politicamente a cidade de Monteiro, o povo sofre a violência do “Cangaço”, que deixa um rastro de sangue com 09 (nove) mortes.

Uma das visitas mais comentadas dos cangaceiros, foi a visita de Virgínio, cunhado de Lampião, e o seu bando. Entraram na região, passando por Capitão Mor, onde tomaram 10 contos de Malaquias Batista. Depois tomaram 10 contos de Manoel Correia na fazenda Estrela Dalva. No dia 21 de maio de 1936 entraram na rua de São Sebastião do Umbuzeiro depois de terem uma breve conversa com Senhor Ananias Celestino Pereira:

A ele perguntaram 

"Tem macaco na rua"? (Termo utilizado pelos cangaceiros para se referirem aos soldados das volantes).

Ele respondeu que não, e eles mandaram-no acompanhá-los para a rua. Entrando lá, deram um disparo com uma Mauser (arma de fabricação alemã). Então eles foram beber no bar de Ananias (Praça Coronel Nilo Feitosa) e Virgínio ordenou que ninguém devia toca no Senhor Ananias. 

Depois descobriram uma loja de um homem da cidade de Monteiro, também localizada no Centro da cidade. Arrancaram a fechadura, entraram e quebraram muitos jarros de perfume, enchendo a rua com um cheiro agradável (é conhecido como os cangaceiros gostavam de "extratos de feira", perfumes gostosos). E por fim espalharam os tecidos da loja até o cruzeiro.

Um dos cangaceiros perguntou ao chefe: 

"Não vamos deixar uma lembrança aqui?".

O chefe respondeu 

"Atire no pé de sombrião em frente da igreja!".

Dentro da igreja o povo tinha se reunido com muito medo. Ele efetuou dois disparos. Porém não acertou a árvore uma bala acertou a calçada e outra a porta da igreja. Depois de terminar as suas brincadeiras, arrumaram um novo guia, chamado Sebastião Tavares.

No caminho encontraram o agente fiscal estadual Pedro de Alcântara Filho e seu companheiro Sebastião, que foram avisar Sátiro Feitosa na fazenda Ribeiro Fundo. Os cangaceiros queriam saber de suas andanças e eles mentiram, dizendo que foram comprar queijo na fazenda de Zé Cobra na Balança.

Lá, Zé Cobra, sob ameaça de ser morto, teve que confessar que os dois foram avisar no Ribeiro Fundo, que os cangaceiros estavam se aproximando. Isso foi igual a uma sentença de morte. Sebastião pediu ainda para não matar Pedro porque ele tinha uma família, mas não adiantou. Os dois foram assassinados.

Os cangaceiros queriam matar ainda uma velhinha, a sogra de Zé Cobra, pois a mesma tinha respondido mal aos cangaceiros. Então derramaram combustível sobre a mesma com a intenção de atear fogo e queimar ela viva ali mesmo. Porém o fazendeiro interveio e conseguiu evitar mais um ato de violência. Mesmo assim a senhorinha teve o dedo cortado para a retirada de sua aliança de casamento.

Já no dia 22 de maio de 1936, chegaram na Fazenda Ribeiro Fundo. Os donos tinham fugido, mas na casa estava o morador Gedeão Hipólito Neves (avó do ex-prefeito Antenor Campos) e o cozinheiro Zé Lourenço. Estes dois foram mortos na hora, pois eles tinham avisado os seus patrões. O velho Sátiro, que estava escondido no capim por trás da casa, escapou.

Deixando a fazenda, se encontraram no caminho com um dos filhos mais novos de Sátiro o mesmo conseguiu escapar alegando ser apenas um comprador de gado. E assim seguiram em direção ao município de São João do Tigre deixando para trás um rastro de sangue, medo e insegurança.

 

Os passos para se tornar cidade:

 

O nome do Vigário foi Frei Otávio. Os povos de São Francisco, Santo Antônio e Pitombas foram construindo suas casas, daí passou a ser povoado. Nessa época já tinha uma casa comercial, uma padaria e uma mercearia. E a vila passou a se chamar vila do Caroá.

Ao longo dos acontecimentos morreu Mariano José da Neves aos 95 anos, contagiado por bexiga e varíola, foi enterrado no mato (distante de casa) no Sítio Boa Vista, por que o povo acreditava que a doença ia contaminar todos os habitantes. Somente décadas depois seus restos mortais foram exumados e transladados para a Igreja Matriz de São Sebastião.

Em 1946, Frei Mauro Joester, italiano com missão ao Brasil dá início a uma grande obra, fazendo da pequena capela uma grande igreja, contribuindo assim para a história regional e impulsionando a vila a crescer e se tornar cidade.

 

Enfim a Emancipação:

 

A emancipação política do município de São Sebastião do Umbuzeiro, veio com a Lei n° 2.110 de 08 de maio de 1959, mas a tão sonhada emancipação aconteceu de fato no dia 08 de junho do mesmo ano, sendo comemorada em grande estilo. Participaram da solenidade o então governador do Estado Dr. Pedro Moreno Gondim e o deputado Dr. João Feitosa Ventura, além de outras autoridades do meio político e administrativo da cidade de São Sebastião do Umbuzeiro.

o município possuía 02 (dois) distritos: São João do Tigre, que se desmembrou anos depois por meio do Projeto de Lei n.º 2.749 de 02 de janeiro de 1962, e o Distrito Zabelê, tornou-se cidade através do Projeto de Lei n.º 5.519 de 29 de abril de 1994. Que hoje são desmembrados e emancipados do município sede.

De acordo com Lei n° 327 de 25 de maio de 2003, art.2 a vila encravada no município de São Sebastião do Umbuzeiro denominada Mão Beijada fica elevada a categoria de distrito e como tal continuará integrando o território de nosso município.

 

Hidrografia

 

A bacia hidrográfica é formada pelos rios Umbuzeiro e Benevides que recebe como afluentes pequenos riachos, além dos açudes: Poço da Cruz, Capitão Mor, Estrela D’alva e Dois Riachos. Nasce também no município o rio das cacimbas e o Rio Pitombas principal afluente do Rio Umbuzeiro.

A principal fonte hídrica deste município é o açude Santo Antônio, que tem capacidade para 24.424,130 m3 de armazenamento de água, sendo um grande potencial de renda para o nosso município dentre elas a piscicultura, agricultura familiar e abastecimento de água de São Sebastião do Umbuzeiro e Zabelê.

 

Referências 

 

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - IBGE. Censo Demográfico 2022: População e Domicílios - Primeiros Resultados. Rio de Janeiro: IBGE, 2022. Disponível em: https://www.ibge.gov.br. Acesso em: 17 abr. 2026.

RIETVELD, João Jorge. A Terra da Mulher Que Rezava. João Pessoa: Editora Jaraguá; 1995.

________. João Jorge. Na Sombra do Umbuzeiro. João Pessoa: Editora Imprell; 1999.

RODRIGUES, J. W. F.

As Principais Ações Econômicas do Município de São Sebastião do Umbuzeiro – PB. Arcoverde – PE: AESA, 2009. Monografia (Graduação licenciatura em Geografia.  

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